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esse blog é dedicado a todos os professores que como eu, não perdem a esperança de ver uma educação de qualidade em nosso Brasil!


TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

MEC vai distribuir tablets para alunos da rede pública


Fonte: Agencia Estado, 02/09/2011
O Ministério da Educação (MEC) vai distribuir tablets - computadores pessoais portáteis do tipo prancheta, da espessura de um livro - a escolas públicas a partir do próximo ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (1º) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante palestra a editores de livros escolares, na 15ª Bienal do Livro. O objetivo, segundo o ministro, é universalizar o acesso dos alunos à tecnologia.

Haddad afirmou que o edital para a compra dos equipamentos será publicado ainda este ano. "Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais. O MEC investiu, só no último período, R$ 70 milhões em produção de conteúdos digitais. Temos portais importantes, como o Portal do Professor e o Portal Domínio Público. São 13 mil objetos educacionais digitais disponíveis, cobrindo quase toda a grade do ensino médio e boa parte do ensino fundamental." O ministro disse que o MEC está em processo de transformação. "Precisamos, agora, dar um salto, com os tablets. Mas temos que fazer isso de maneira a fortalecer a indústria, os autores, as editoras, para que não venhamos a sofrer um problema de sustentabilidade, com a questão da pirataria." Haddad não soube precisar o volume de tablets que será comprado pelo MEC, mas disse que estaria na casa das "centenas de milhares". Ele destacou que a iniciativa está sendo executada em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). "O MEC, neste ano, já publica o edital de tablets, com produção local, totalmente desonerado de impostos, com aval do Ministério da Fazenda. A ordem de grandeza do MEC é de centenas de milhares. Em 2012, já haverá uma escala razoável na distribuição de tablets."










'Educador não é mais um detentor e sim condutor'


Fonte: O Estado de São Paulo, 04/09/2011 - São Paulo SP
Assim como a calculadora sofreu resistência até ser admitida pelos professores de matemática, é compreensível que o tablet também conquiste seu espaço com o tempo, afirma Rosa Maria Farah. Para a psicóloga, no entanto, o uso da ferramenta só será eficaz se houver uma aplicação pedagógica bem estruturada, com a participação ativa dos alunos - uma realidade ainda distante da maior parte das escolas brasileiras. "Acredito que, na grande maioria dos casos, ainda vai ser na base do ensaio e erro", diz ela nesta entrevista ao Estado.
O uso da tecnologia na escola é um caminho sem volta?
A tecnologia é o canal do presente, já é uma forma de contato e de acesso mais atrativa que qualquer outra. Por isso, nem que seja pela simples seleção natural, isso vai acabar acontecendo.
E como a senhora avalia as experiências?
Existe uma certa desorientação das escolas. Os educadores se dão conta de que o alunado tem essa preferência, mas falta uma direção mais clara. Porque, quando se fala em educação a distância, o uso da tecnologia já está resolvido. O desafio é o uso dentro da própria escola, em aulas presenciais.
Já existe um modelo a ser seguido?
Ainda não existe um corpo conceitual adequado e consistente que ensine os educadores a usar o tablet, isso em termos de teorias pedagógicas e de ensino. Há alguns grupos empenhados de forma mais acadêmica, mas ainda é insuficiente para atender o grande número de escolas. Acredito que, na grande maioria dos casos, ainda vai ser na base do ensaio e erro. E a escola vai precisar contar com a ajuda dos próprios estudantes. Vai ter de entender o que ele tem a dizer sobre seu próprio aprendizado. O educador não é mais um detentor, é um condutor.
A tendência é que se troque o livro pelo tablet?
Nesse aspecto, só muda o suporte. Eu percebo esse temor da troca como se as pessoas fossem deixar de ler. Acontece o inverso. Sempre se questionou o custo do livro. Então, esse canal favorece o acesso e, acredito eu, o livro vai continuar existindo como um objeto quase que de luxo e esse temor vai se dissipar.
E a questão da dispersão? O aluno vai se distrair mais?
Só se a aula estiver muito chata. E isso já é um desafio do professor. Quem garante que, mesmo sem o tablet, o aluno não esteja devaneando enquanto o professor fala?
Para o professor, não resta outra saída que não se adaptar?
O professor precisa mudar algumas de suas concepções. Não dá mais, por exemplo, para avaliar a repetição de um conteúdo porque o aluno tem isso fácil, no bolso. Isso é impactante porque, pelo menos desde a Grécia Antiga, eram os mestres transmitindo o conhecimento. A mudança de séculos acontece agora. Era um mundo congelado.
No que vai melhorar?
Antes, tínhamos uma troca vertical, hoje aumenta a horizontalidade, até entre os próprios alunos. Se bem utilizado, o equipamento não substitui o afeto. Ao contrário, vai liberar mais tempo para essa troca.
Há escolas que dizem que vão resistir...
Toda evolução acontece de forma semelhante. Sempre existem os que se lançam e os movimentos de resistência. A transformação não é global e não é ruim que aconteça dessa forma. Isso exige que quem está avançando pense melhor em seus argumentos, seja menos afoito. Quando eu estudava, surgiram as calculadoras e proibiram o uso porque achavam que a gente não ia aprender matemática. É uma questão de transição. O tablet não é uma calculadora inocente, mas o processo psíquico é o mesmo.