bem vindos ao blog

esse blog é dedicado a todos os professores que como eu, não perdem a esperança de ver uma educação de qualidade em nosso Brasil!


EDUCADORES BRASILEIROS


Paulo Freire
(Recife, 1921 — São Paulo, 1997)
Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a
pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres
e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabeti zação.
Educador e fi lósofo . Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como
para a formação da consciência. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabeti zação dialéti co. É considerado um
dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo infl uenciado o movimento chamado pedagogia críti ca.
Filiou-se ao Parti do dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do parti do para
alfabeti zação de adultos de 1980 até 1986, foi secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989
a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA - Movimento de
Alfabeti zação, um modelo de programa de Educação de Jovens e Adultos que até hoje é adotado por numerosas prefeituras e
outras instâncias de governo.
Paulo Freire é desses intelectuais que conseguiram formular perguntas signifi cati vas, e que depois dedicaram-se a encontar
as respostas adequadas aos desafi os colocados por elas.



Anísio Teixeira

(Caeti té, 1900 — Rio de Janeiro, 1971)
Jurista, intelectual, educador e escritor. Personagem central na história da educação no Brasil, nas décadas de 1920 e 1930,
difundiu os pressupostos do movimento da Escola Nova, que ti nha como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e
na capacidade de julgamento, em detrimento da memorização.
Reformou o sistema educacional da Bahia e do Rio de Janeiro, exercendo vários cargos executi vos. Foi um dos mais destacados
signatários do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, em defesa do ensino público, gratuito, laico e obrigatório, divulgado
em 1932. Fundou a Universidade do Distrito Federal, em 1935.
Na década de 1940 foi Conselheiro da UNESCO. Nos anos 50, dirigiu o Insti tuto Nacional de Estudos Pedagógicos, ou INEP,
órgão do Governo Federal atual Insti tuto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.Criador e primeiro dirigente
da Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, foi um dos idealizadores do projeto da Universidade
de Brasília (UnB), inaugurada em 1961.
Anísio Teixeira foi um homem inquieto diante das desigualdades regionais e perplexo diante da extensão do analfabeti smo
no Brasil, para ele a democrati zação de ensino não era simplesmente um fi m a ser ati ngido, mas um meio para que a própria
escola realizasse seus objeti vos, um homem de pensamentos além do seu tempo.

Darcy Ribeiro
(Montes Claros, 1922 — Brasília, 1997)
Foi um antropólogo, escritor e políti co brasileiro. Notabilizou-se fundamentalmente por trabalhos desenvolvidos nas áreas
de educação, sociologia e antropologia tendo sido, ao lado do amigo a quem admirava Anísio Teixeira, um dos responsáveis pela
criação da Universidade de Brasília, elaborada no início dos anos 60, fi cando também na história desta insti tuição por ter sido
seu primeiro reitor. Também foi o idealizador da Universidade Estadual do Norte Fluminense. Publicou vários livros, muitos deles
sobre os povos indígenas.
Como muitos outros intelectuais brasileiros, foi obrigado a se exilar durante a Ditadura Militar brasileira. Durante o primeiro
governo de Leonel Brizola no Rio de Janeiro (1983-1987), Darcy Ribeiro criou, planejou e dirigiu a implantação dos Centros Integrados
de Ensino Público (CIEP), um projeto pedagógico visionário e revolucionário no Brasil de assistência em tempo integral a
crianças, incluindo ati vidades recreati vas e culturais para além do ensino formal.
Darcy Ribeiro também foi ministro-chefe da Casa Civil do presidente João Goulart, vice-governador do Rio de Janeiro de 1983
a 1987 e exerceu o mandato de senador pelo Rio de Janeiro, de 1991 até sua morte. Foi o ti pico idealista que lutava para erradicar
a ideia de que os índios são violentos e sanguinários, selvagens e brutais, malvados e astuciosos, foi aquele que mobilizou
sua experiência, seus conhecimentos, seus cargos e contatos políti cos em prol de projetos educati vos e culturais que buscavam
integrar crianças e adultos à sociedade letrada.



Anália Franco

(Resende, 1856 — São Paulo 1919)
Diplomada como normalistas, aos 16 anos de idade, em 1872, num concurso promovido pela Câmara de São Paulo, logrou a aprovação
para exercer o cargo de professora primária. Em 1871 após entrar em vigor a Lei do Ventre Livre no país Anália mobilizou-se, usando
o seu talento de escritora para dirigir-se às esposas dos fazendeiros e trocou o seu cargo na capital paulista por outro, no interior, a fi m de
socorrer as crianças necessitadas.
Fundou mais de 70 escolas e mais de 20 orfanatos para crianças. Entre elas o insti tuto educacional que se denominou “Associação
Feminina Benefi cente e Instruti va”. Criou também sua própria revista, inti tulada “Álbum das Meninas”, cujo primeiro número veio a público
a 30 de abril de 1898.
A sua produção literária compreendeu ainda de três romances. Ao fi nal da vida, Anália Franco consti tuiu 71 escolas, 2 albergues, 1
colônia regeneradora para mulheres, 23 orfanatos para crianças órfãs, 1 banda musical feminina, 1 orquestra, 1 grupo dramáti co, além de
ofi cinas para manufatura em 24 cidades do interior e da capital. Na cidade de São Paulo, fundou uma importante insti tuição de auxílio a
mulheres em uma região afastada do centro, que é hoje o bairro Jardim Anália Franco.


 

Lourenço Filho
(Porto Ferreira, 1897 — 1970)
Nascido no interior de São Paulo, teve uma formação marcada pela infl uência do pai, desde menino esteve em contato com uma vasta
literatura, tornou-se um leitor compulsivo. Sua carreira profi ssional foi precoce, elaborou um jornal próprio, O Pião, cujo chefe, redator e
ti pógrafo era ele mesmo, tendo apenas 8 anos de idade.
Diplomou-se na Escola Normal Secundária, em 1917. Matriculou-se na Faculdade de Medicina para estudar psiquiatria e a abandona após
dois anos. Em 1919, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, se tornando bacharel em 1929.
Lourenço Filho foi certamente um dos atores mais importantes do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, foi um educador
sedento do novo. No campo da Educação, sua contribuição abrange temas como educação pré-primária, alfabeti zação infanti l e de adultos,
ensino secundário, ensino técnico rural, dentre tantos.
Foi um educador brasileiro conhecido sobretudo por sua parti cipação no movimento dos pioneiros da Escola Nova. Foi duramente criti cado
por ter colaborado com o Estado Novo de Getúlio. Sua obra nos revela diversas facetas do intelectual educador, extremamente ati vo e
preocupado com a escola em seu contexto social e nas ati vidades de sala de aula. Para ele, “ensinar” é a arte de transmiti r conhecimentos
e técnicas, o ensino é o processo de inculcação de noções e ideias, foi criti cado pelo caráter tecnicista de suas propostas educacionais


Moacir Gadotti
(Rodeio, 1 de Outubro de 1941)
Professor ti tular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) desde 1991 e o atual diretor do Insti tuto Paulo Freire
em São Paulo. Gadotti é licenciado em Pedagogia e Filosofi a, mestre em Filosofi a da Educação pela Ponti fí cia Universidade Católica de
São Paulo (PUC-SP), doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e livre docente pela Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp). Possui várias publicações voltadas para a área de educação.
A perspecti va dialéti ca de Moacir Gadotti consiste numa tentati va de aplicar as categorias do materialismo histórico marxista à educação,
tendo como pano de fundo o processo dialéti co proposto por Marx na críti ca da economia políti ca, ou seja, parte do pressuposto que
as idéias pedagógicas passam necessariamente pelas fases da tese, antí tese e síntese, num eterno e indefi nido devir cíclico. Em sua obra
principal (A História das Idéias Pedagógicas), o autor acaba por dar como pressuposto aquilo que precisamente a sua obra deveria provar,
ou seja, a premissa de que as idéias pedagógicas se sucedem de acordo com o processo dialéti co marxista.
Foi assessor técnico da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (1983-1984) e Chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Educação
da Prefeitura de São Paulo (1989-1990), na gestão de Paulo Freire. Atualmente é presidente do Conselho Deliberati vo do Insti tuto.
Possui um grande número de publicações em que desenvolve uma proposta educacional cujos eixos são a formação críti ca do educador
e a construção da Escola Cidadã, numa perspecti va dialéti ca integradora da educação e orientada pelo paradigma da planetariedade.

Lauro de Oliveira Lima
(Limoeiro do Norte, 12 de abril de 1921)
A primeira escola em que estudou foi a do mestre Zé Afonso, que ensinava todos os meninos da cidade a ler, escrever e contar Como
não houvesse na cidade escola média onde pudesse prosseguir os estudos, o próprio Lauro tomou a iniciati va de pedir a um primo seu que
o levasse para fazer o Seminário Salvatoriano em Jundiaí, São Paulo durante 5 anos, fez exame de Madureza em 1943 no Liceu do Ceará,
parti ndo assim para uma vida acadêmica cheia de estudos, que mais pra frente lhe renderia condecorações e o tornaria uma referência
no mundo da educação.
Suas graduações são em Ciências contábeis e atuariais (orador da turma). Ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do
Ceará. Bacharel em Filosofi a pela Faculdade Católica de Filosofi a do Ceará em 1951. Licenciatura em Didáti ca pela Faculdade Católica de
Filosofi a do Ceará em 1952. Exame de Sufi ciência para a cadeira de Português pela Faculdade Católica de Filosofi a do Ceará MEC em 1951.
Membro do Conselho Estadual de Educação em 1954 a 1956.
Autor de 32 obras sempre colaborou com seus arti gos e pesquisas no mundo acadêmico, um de seus investi mentos foi o Centro
Experimental e Educacional Jean Piaget, experiência de aplicações das teorias de Jean Piaget em educação. Atualmente reside no Rio de
Janeiro                                                                                                                                                                               


Vasco Moretto
(Caxias do Sul – RS, 11 de Janeiro de 1942)
Aos 11 anos saiu de casa para estudar com os Irmãos Lassalistas, tornou-se aos 18 anos um deles. Em 1961, aos 19 anos, cursou o 3º
ano cientí fi co. Pelas suas notas era sempre um dos três primeiros alunos da turma. No segundo semestre deste mesmo ano, o professor
de matemáti ca das três turmas adoeceu e afastou-se por seis meses. O Diretor da Escola o chamou para ser o professor de matemáti ca da
turma do 2º ano cientí fi co. Foi o início de sua carreira de professor de matemáti ca.
Em 1965 foi enviado para Brasília, para ensinar Matemáti ca no Colégio La Salle. Neste mesmo ano fez vesti bular e entrou na Universidade
de Brasília no curso de Licenciatura em Física. Em Brasília, simultaneamente à ati vidade de professor, exercia os cargos de coordenador
pedagógico e diretor de escola nas redes pública e privada. Exerceu o cargo de Diretor Pedagógico da UDF.
Em dezembro de 1970, formou-se sozinho; numa turma de 333 alunos nos cursos da UnB, houve apenas um formando em Física). Em
1987 foi com a família para o Canadá para estudos de pós-graduação, completando o mestrado em Didáti ca das ciências. Cursou Licenciatura
Plena em Pedagogia e Pós-graduação em Avaliação Insti tucional. Há mais de 10 anos, sua ati vidade principal é a formação conti nuada
dos professores das redes pública e privada, por meio de palestras, assessorias e ofi cinas.
Seu foco atual é o paradigma da “Construção interati va do conhecimento em busca do desenvolvimento de competências”. Com isso
pensa estar contribuindo para uma educação brasileira não voltada apenas para reprodução da sociedade, mas para a transformação de
pessoas, que, por sua vez, transformarão a sociedade.



Rubem Alves
(Boa Esperança, 15 de setembro de 1933)
Rubem Alves nasceu em Boa Esperança, sul de Minas Gerais. A família mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1945, onde, apesar de matriculado
em bom colégio, sofria com a chacota de seus colegas que não perdoavam seu sotaque mineiro. Buscou refúgio na religião, pois vivia
solitário, sem amigos. Foi bem sucedido no estudo de teologia e iniciou sua carreira dentro de sua igreja como pastor em cidade do interior
de Minas.
No período de 1953 a 1957 estudou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas (SP), tendo se transferido para Lavras (MG), em
1958, onde exerceu as funções de pastor naquela comunidade até 1963. Casou-se em 1959 e teve três fi lhos: Sérgio (1959), Marcos (1962) e
Raquel (1975). Foi ela sua musa inspiradora na feitura de contos infanti s. Em 1963 foi estudar em Nova York, denunciado pelas autoridades da
Igreja Presbiteriana como subversivo, em 1968, foi perseguido pelo regime militar. Abandonou a igreja presbiteriana e retornou com a família
para os Estados Unidos. Lá, tornou-se Doutor em Filosofi a, em 1974, ocupou o cargo de professor-ti tular de Filosofi a na UNICAMP.
No início da década de 80 tornou-se psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise.
Em 1988, foi professor-visitante na Universidade de Birmingham, Inglaterra. Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve
vivo nas horas más por que passou. Admirador de Adélia Prado, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Fernando Pessoa, entre outros, tornouse
autor de inúmeros livros, é colaborador em diversos jornais e revistas com crônicas de grande sucesso. Afi rma que é “psicanalista, embora
heterodoxo”, pois nela reside o fato de que acredita que no mais profundo do inconsciente mora a beleza. Após se aposentar tornou-se proprietário
de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. É membro da Academia Campinense de Letras,
professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas.


Celso Antunes
(São Paulo, 5 de outubro de 1937)
Nascido em São Paulo, realizou seu estudos na capital, onde formado-se em geografi a pela Universidade de São Paulo (USP), antes
mesmo de concluir o curso superior Celso Antunes foi auxiliar de escritorio e carteiro.
Mestre em ciências humanas e especialista em inteligência e cognição. Membro consultor da Associação Internacional pelos Direitos da
Criança Brincar, reconhecido pela UNESCO. Foi professor de Colégios Públicos diversos, sobressaindo o Insti tuto de Educação Prof. Alberto
Conte, professor e diretor de grandes escolas parti culares de São Paulo como: Colégio Nossa Senhora de Sion, Colégio Pueri Domus, Colégio
Oxford e Colégio Portal do Morumbi e professor, coordenador, chefe de departamento e diretor acadêmico da UNI SANT’ANNA
É autor de cerca de 200 obras das quais 15 foram traduzidas para Argenti na, México entre outros paises da America Lati na, além de
Espanha e Portugal e consultor de diversas revistas. São paulino roxo é detentor de uma fala atraente que envolve há anos todos os educadores
brasileiros. Atualmente é um dos educadores mais requintados para palestras superando a marca media anual de 280 palestras.

João Batista Libânio
(Belo Horizonte,19 de Fevereiro de 1932)
Nasceu em Belo Horizonte, mudou-se para o Rio de Janeiro onde cursou ginasial, formou se como professor pela PUC-RJ, em Nova
Friburgo, concluiu sua formação jesuíta durante 8 anos, em Comillas na Espanha fez 1 ano de teologia, Frankfurt 3 anos de teologia, Parayle-
Monial/França 1 ano de pastoral, e em Roma 5 anos.
Professor de português e francês no colégio Loyola de Belo Horizonte (1956-1958); Diretor de Estudos no Ponti fí cio Colégio Pio Brasileiro
de Roma - Professor de teologia nas: PUC- Rio de Janeiro, PUC-MG e Faculdade jesuíta de fi losofi a e teologia de Belo Horizonte (FAJE).
Padre jesuíta, escritor e teólogo brasileiro. Ensina na Faculdade Jesuíta de Filosofi a e Teologia (ISI – FAJE) em Belo Horizonte, e é vigário
da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, onde reside hoje em dia. É autor de cerca de 125 livros,
dos quais 36 de autoria própria e os demais em colaboração com outros autores, alguns editados em outras línguas. Além disto, possui mais
de 40 arti gos publicados em periódicos especializados, e inúmeros arti gos em jornais e revistas.


Maria Teresa Mantoan
(São Paulo, 09 de Novembro de 1930)
Nasceu em São Paulo, onde iniciou sua vida acadêmica. Formou-se em pedagogia, fez mestrado e doutorado em Psicologia Educacional
pela Unicamp, foi professora de pessoas com defi ciência intelectual no Brasil e na França (Cooperati va de Professores Freinet).
Atualmente reside em Campinas, onde leciona aos cursos de pós-graduação, coordena o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino
e Diversidade LEPED/ Unicamp, publicou vários livros como única autora e como organizadora tendo como principais temas inclusão
escolar, defi ciência intelectual e acessibilidade.
Maria Teresa Montoan foi condecorada com a ORDEM NACIONAL DO MÉRITO EM EDUCAÇÃO pela Presidenta Dilma Roussef, em
21 de março de 2011. Foi à primeira vez, desde 1946, quando essa Ordem foi criada, que a honraria foi prestada a mulheres professoras
brasileiras


Florestan Fernandes
(São Paulo, 1920 — São Paulo 1995)
Segundo seus próprios relatos, Florestan Fernandes enfrentou, ainda criança, enormes difi culdades para estudar. Em 1941, ingressou
na Universidade de São Paulo, formando-se em ciências sociais. Iniciou sua carreira docente em 1945, como assistente do professor Fernando
de Azevedo. Na Escola Livre de Sociologia e Políti ca, obteve o tí tulo de mestre.
Uma linha de trabalho característi ca de Florestan nos anos 50 foi o estudo das perspecti vas teórico-metodológicas da sociologia. Seu
comprometi mento intelectual com o desenvolvimento da ciência no Brasil, entendido como requisito básico para a inserção do país na
civilização moderna, cientí fi ca e tecnológica, situa sua atuação na Campanha de Defesa da Escola Pública, em prol do ensino público, laico e
gratuito enquanto direito fundamental do cidadão do mundo moderno.
Orientou dezenas de dissertações e teses acerca dos processos de industrialização e mudança social no país e teorizou os dilemas
do subdesenvolvimento capitalista. Aposentado compulsoriamente pela ditadura militar em 1969, foi Visiti ng Scholar na Universidade de
Columbia, professor ti tular na, a parti r de 1978, professor na Ponti fí cia Universidade Católica de São Paulo. Em 1986 e em 1990, foi eleito
deputado federal pelo Parti do dos Trabalhadores. Tendo colaborado com a Folha de S. Paulo desde a década de 40, passou, em junho de
1989, a ter uma coluna semanal nesse jornal.
Ao longo de sua vida, publicou mais de 50 livros e centenas de arti gos, toda riqueza do pensamento de Florestan derivou, em boa
parte, da constatação da impotência dos agentes identi fi cados com a construção de uma sociedade civilizada, ele se notalizou pela atuação
inovadora e pelas propostas avançadas no entendimento das formas de atuação pública dos cienti stas sociais, refl eti das até hoje em nossa
história


Pedro Demo
(Pedras Grandes, 29 de Abril de 1941)
Nasceu em Santa Catarina, vivendo atualmente em Brasília desde 1975, é PhD em Sociologia pela Universidade de Saarbrücken, Alemanha,
1967-1971, e pós-doutor pela University of California at Los Angeles (UCLA), 1999-2000, atualmente Professor Titular Aposentado
e Professor Emérito da Universidade de Brasília (UnB), tendo como área de atuação a Políti ca Social (Educação) e a Metodologia Cienti fi ca,
publicou vários livros defendendo sua linha de pensamento nas áreas de metodologia cienti fi ca e políti ca social.
Após sua aposentadoria pelo IPEA e UNB, vem se dedicando como consultor na área da Secretaria de Educação (Municipal) de Campo
Grande/MS e na prefeitura de Porto Franco/MA.

Thereza Penna Firme
(Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 1928)
Reside no Rio de Janeiro. Ph.D/1969 em educação e psicologia da criança e do adolescente e Mestre em educação/1966 Stanford
University; Mestre em psicologia educacional/1965 University of Wisconsin; psicológa clínica/1962 PUC-RIO e professora primária/1947
Insti tuto de Educação-RJ. Docente no ensino superior/graduação e pós-graduação/UFRGS, UFRJ e PUC-RIO. Diretora de educação/ PUCRIO
e diretora pós-graduação/ UFRJ. Orientadora de dissertações e teses.
Quarenta anos de consultoria e palestras em avaliação/Brasil e exterior/organizações internacionais. Coordenadora do Centro de
Avaliação e docente do Mestrado profi ssional de Avaliação da Fundação Cesgranrio. Membro da American Evaluati on Associati on.
Publicações em avaliação: Mitos na Avaliação: Diz-se que..., 1994; Avaliação de Docentes e do Ensino, 1998; Adolescent female
prositt utes on the streets of Brazil,1991; Avaliação:Tendências e Tendenciosidades, 1994; Avaliação Apreciati va: Uma Visão Desafi adora
da Realidade, 2007 entre outras. Suas experiências acadêmicas estão sempre voltadas as publicações e palestras proferidas nas áreas de
Educação, Psicologia, com ênfase em Psicologia do Desenvolvimento Humano especialmente de crianças e adolescentes, e Avaliação